domingo, abril 08, 2007

Gerard Butler










Date of Birth:
13 November 1969, Glasgow, Scotland, UK
Birth Name
Gerard James Butler
Nickname
Gerry
Height
6' 2" (1.88 m)
First movie role was in Mrs. Brown (1997).
Poked in the eye with a wooden stake during rehearsals for the play Coriolanus.
On the first day of shooting his film debut in Mrs. Brown (1997) he had to bound naked into a freezing sea and as a result developed hypothermia.
While filming Mrs. Brown (1997), saved a young boy from drowning in the river Tay and recieved a "Certificate Of Bravery" from The Royal Humane Society.
Graduated from Glasgow University with a law degree
Did not see his father from the age of 2 until he turned 16.
His eyes are grey/green in color but often appear blue on screen.
Was at one time the lead singer for a Scottish rock band named Speed, although music eventually became his second love after acting.
Has done 5 films in which his character's name is in the title: Dracula 2000 (2000), Attila (2001/I) (TV), The Phantom of the Opera (2004), Beowulf & Grendel (2005)
He has quickly gained a reputation as one of the nicest actors around, as he always takes time to socialize with fans and hangs out with crew members as much as co-stars on film sets.
Was chosen as the most attractive man of 2005 by Hello! Magazine
Prefers to be called Gerry. He does this because he notices that many people (especially Americans) struggle with pronouncing "Gerard".
Divides his time between London, New York and Los Angeles.
Almanaque Virtual: Quando seu primeiro filme foi lançado, “Mrs. Brown”, você já tinha 27 anos. Foi por que você se dedicou ao curso de direito na universidade e demorou a optar pela carreira de ator?
Gerard Butler: Eu sonho em ser ator desde os meus 12 anos (risos). Desde pequeno eu sempre tive vontade de ser ator, mas como eu morava na Escócia, que fica muito distante de Hollywood, parecia um sonho impossível, até porque nós falávamos uma outra língua (risos). Daí, enquanto crescia, esse sonho ia e vinha. Você acaba tendo oportunidades na sua profissão, no caso direito, e meu sonho acabou ficando para trás. Ao mesmo tempo em que eu era bem sucedido como advogado, alguma coisa me incomodava por dentro, até que o destino me levou ao meu sonho. Foi uma espécie de presságio. Naquela época, eu levava uma vida muito louca, bebia muito, foram tempos insanos. Depois de 7 anos exercendo a advocacia com sucesso, fui despedido, pra falar a verdade, eu forcei essa situação. Foi daí que eu resolvi ir a Londres me entregar de corpo e alma a carreira de ator.
"I think it’s one of the nicest privileges as an actor is to know that you can move people in one moment, make them think about their lives, or make them laugh or make them cry or make them understand something. Or just make them feel something because I think so many of us, including myself, spend too much time not feeling enough, you know?" -- About.Com ( March 3, 2005)"The fact that you touched somebody’s soul or made them laugh—that’s a wonderful thing." -- 7x7 San Francisco ( April 1, 2005)
"To be honest, I am very much a bad boy, but with a good heart." -- Glamour UK (September 2003)
What's the story behind the ring and bracelet he always wears? This quote is from our June 2004 interview with Gerard:
" ANSWER: "You know, funnily enough, .the reason I met Tonya [his assistant] was though an ex-girlfriend of mine.who I went out with for a couple of years and she got me [the ring] after two weeks of going out, it freaked me out because it's inscripted 'Dedicated to the one I love.' We were only seeing each other for two weeks and I was like 'wait a minute, wait a minute, are you saying you love me?' She had one from a previous boyfriend. So it was kind of strange that she had one from a previous boyfriend"

sábado, setembro 23, 2006

House -Episódio 46 No Reason

You think that the only truth that matters is the truth that can be measured. Good intentions don’t count, what's in your heart doesn't count, caring doesn’t count, that a man's life can't be measured by how many tears are shed when he dies. It's because you can't measure them. It’s because you don’t want to measure them. Doesn’t mean it's not real. And even if I'm wrong, you’re still miserable. Did you really think that your life’s purpose was to sacrifice yourself and get nothing in return? No. You believe there is no purpose to anything. Even the lives you save you dismiss. You turn the one decent thing in your life and you taint it, strip it of all meaning. You're miserable for nothing. I don’t know why you'd want to live.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Lyrics

"Details Of The War"
(Clap your hands say yeah!)
Bloody sheets
Tenderly she moves me
An opera star
Dying hard for love
You say I'm hurt
I will take your word

Leather pants
Happiness
A hundred dollars
Buy success
Hanging with your fashionable whores
And I'm a wounded bird
I will take your word

You and tom (you and tom)
To the prom (to the prom)
Camel dick (camel dick)
Crucifix (crucifix)
Everyone's the same and on and on
Emerging from the football stands
Clinging to his broken hand
It's over I have seen it all before

Nakedness (nakedness)
A flying lesson
Tattered dress
Sunburned chest
You will pay for your excessive charm
With a boy who knows
Less than he thinks
Drinks up his expensive drinks
Be careful with the DETAILS OF THE WAR

‘Cosmos’, o melhor presente

10.12.2005 | O melhor presente que há para uma criança de algo entre 7 e 14 anos não se encontra em lojas de brinquedo ou de roupas. Está nas bancas: cinco DVDs, cada um a 29 reais, com o selo da revista “Super Interessante”. É a série “Cosmos”, lançada em 1980 na TV educativa norte-americana, PBS. Não há melhor introdução à ciência do que aqueles treze episódios narrados pelo astrônomo Carl Sagan.
Um dos grandes males atuais é a má fama que as disciplinas científicas têm nas escolas. São as matérias difíceis, as matérias chatas. Um dos resultados do mau ensino das ciências são as superstições e exacerbações religiosas que colam, as tentativas de fazer emplacar os designs inteligentes da vida. É incrível como algo tão mágico e fascinante quanto ciência é passado de forma tão burocrática nas salas de aula. Em “Cosmos”, Sagan faz tudo diferente.
Crianças que vêem “Cosmos” cedo chegam à ciência sem preconceitos, curiosas. Buscarão sempre a compreensão do mundo como ele é – sofisticado e rudimentar ao mesmo tempo, surpreendente. Há mais poesia numa molécula de DNA, uma solução aleatória e elegante, sua dupla hélice composta de quatro aminoácidos organizados de formas distintas, do que em qualquer livro sagrado. E Sagan sabe contar isso como deve, com poesia – ele é um deslumbrado com as coisas todas do mundo, um apresentador que não esconde sua paixão pelo que apresenta.
Porque “Cosmos” é talvez a melhor coisa jamais produzida para a televisão. Não é à toa que, no ano do lançamento, ganhou dois Emmys – o Oscar da TV norte-americana –, um pela melhor série informativa, outro pelo maior feito de uma única pessoa. Não é chato, basta ver o início de qualquer episódio que, repentinamente, o espectador está fisgado. Sagan vai fazendo perguntas e as respondendo conforme levanta novas dúvidas, um jogo de âncoras que tragam quem vê para dentro de seu universo.
Nenhuma criança ou adulto sai de “Cosmos” sem entender os mecanismos da Evolução Natural, a Relatividade Geral de Einstein ou o milagre do surgimento da vida. Um espectador que enfrente a série desarmado entende por que astrologia não faz qualquer sentido, por que é quase certo que existe vida fora da Terra e por que ninguém, de verdade, teve qualquer contato com os ETs. Aliás, em falando de milagre da vida, de “Cosmos” sai-se com a compreensão de que não há milagres, só a existência e suas regras, suas leis naturais numa eterna repetição de si mesmas à espera de que nós as revelemos.
Cosmos” é a respeito de ciência mas também do embate já secular entre o racional, o razoável e o tolerante, de um lado, e todos os seus opostos, uma larga gama que vai da astrologia à superstição e qualquer Deus do outro. “Cosmos” é a apresentação de uma causa – Sagan era um inimigo declarado de qualquer religião. O que há hoje, se ele conhecesse, bem pode ser descrito com o título de um de seus últimos livros: é o mundo assombrado pelos demônios.
Não há presente melhor para uma criança capaz de ler legendas: dá para entender alguma coisa desde bem jovem. Ao menos, é o presente ideal para os filhos daqueles que caminham ao lado de Carl Sagan – e estes sabem quem são.
Por Pedro Dória

sexta-feira, novembro 25, 2005

Pitchfork Review

The Flaming Lips
Yoshimi Battles The Pink Robots
I think it's safe to say that the Flaming Lips' Wayne Coyne is a genius, equal parts Thomas Edison and P.T. Barnum. Like Edison, Coyne is a relentless tinkerer, a visionary experimenteur with a sci-fi fetish and a soft spot for odd technologies. And like Barnum, Coyne is a consummate showman-- the hand puppets, the boombox orchestras, the oddball short films, the radio-controlled headphones. In 1984, Coyne was just another Oklahoma dreamer with an amateurish psych-rock garage band and a duffel bag stuffed with thrift-store effects pedals; 18 years later, Coyne finds himself in the position of following up one of the most universally regarded albums since Pet Sounds.
The album gets off to a rollicking start with the winning "Fight Test," a glossy rumination on the call to duty-- whether that's standing up to a playground bully or, as the Lips would have it, an army of rebellious androids bent on world domination. "If it's not now, then tell me when would be the time that you would stand up and be a man?" Coyne sings over a thick buzz of keyboards, bass and an almost hip-hop rhythm, offsetting his resolve in the refrain: "I don't know how a man decides what's right for his own life/ It's all a mystery." It's a stunning pop song-- easily this album's "Waitin' for a Superman"-- with an intensely memorable melody and the conflict of Coyne's internal dialogue resonating positively on many levels.
Yoshimi shines again with the superior "Ego Tripping at the Gates of Hell," which pits more existential lyrics over a far more satisfying collage of sounds (vocal samples, snippets of mellotron, a lumbering bass). "I was waiting on a moment, but the moment never came," croons Coyne, echoing the issues of readiness and bravery "Fight Test" raised, but also betraying Yoshimi's greatest weakness: the moment never comes.
The closest the Lips do come is on the divine "Are You a Hypnotist?," if only for the brief return of some actual drums (brilliantly tracked to create some glitchy, idiosyncratic fills impossible to play in real life). Coyne indulges in wordplay such as, "I have forgiven you for tricking me again/ But I have been tricked again/ Into forgiving you," as the song builds to a distorted swell of fuzzy static and some otherworldly choir.
"Do You Realize" buzzes and clangs with overproduction, as Coyne breezes through a list of trite observations like, "Do you realize that everyone you know someday will die?" and, "Let them know you realize that life goes fast/ It's hard to make the good things last."

quarta-feira, novembro 16, 2005

Rock freak

Por Leandro Fortino - da Folha
Letras inspiradas na natureza e na coletividade pintam com cores psicodélicas o som de algumas bandas da atualidade.Comunhão com a natureza e colaboração com a coletividade são ordens a serem seguidas. Esse espírito hippie típico dos anos 60 ainda impera, pelo menos na temática, na atitude e no comportamento adotados por algumas das bandas de rock dos dias de hoje.
No topo da lista do que poderia ser denominado "rock freak" está a veterana Flaming Lips (leia entrevista ao lado), atração mais surpreendente do festival Claro que É Rock, que acontece no dia 26, em São Paulo, e, no dia seguinte, no Rio.
Outras bandas desse, digamos, "movimento" fizeram shows no Brasil recentemente: a canadense Arcade Fire, que mostrou no palco uma verdadeira festa (em que o clima de companheirismo imperou entre os integrantes que, entre si, trocavam de instrumentos o tempo todo), e a americana Mercury Rev, liderada pelo guitarrista e vocalista Jonathan Donahue, que foi da formação do Flaming Lips nos anos 90 e que incorporou a natureza ao rock viajandão.
A Inglaterra é representada pelo quarteto The Magic Numbers, formado por dois casais de irmãos. Eles lembram muito (mesmo) o grupo Mamas & the Papas, mas o som traz um forte espírito folk, que também é muito relacionado à cultura hippie.
A vida em comunidade também remete aos anos 60, e o grupo de Nova York Clap your Hands Say Yeah se beneficia disso.
Foi por meio de comunidades na internet que a banda ganhou projeção internacional com um som que lembra o Talking Heads, um dos grupos mais imitados pela nova música americana e que também serviu de inspiração para outra banda de "rock freak", o Modest Mouse. "Boas notícias para quem ama más notícias" é o nome do melhor disco deles. Mais freak, impossível.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Medo

Rio: cidade entregue à própria sorte
Por Cora Rónai
Sábado à tarde. Almoço com um grupo de amigos queridos, jornalistas em sua maioria, numa das residências mais simpáticas e hospitaleiras do Leblon. Antes da sobremesa, a filha da dona da casa informa, em tom casual:
— Pessoal, o túnel está fechado, se alguém de São Conrado ou Barra quiser dormir aqui, não tem problema, a gente se ajeita.
— Fechado, é? Por quê?
— Tiroteio.
— Ah, para variar...
Comunicado e convite foram aceitos com absoluta naturalidade, felizmente ninguém era de São Conrado ou da Barra e a conversa voltou ao tópico anterior.
Na segunda à noite fui jantar com uma amiga que mora na Gávea, numa casa projetada por Lúcio Costa, cercada de árvores, pássaros e miquinhos, e com uma das vistas mais espetaculares do Rio. Um pequeno paraíso de alvenaria e natureza, em proporções perfeitas; mas minha linda amiga estava exausta.
— O problema é que não consegui pregar o olho a noite inteira. O barulho do tiroteio estava insuportável. Tinha uma metralhadora que parecia estar dentro do meu quarto.

Há algum tempo, um amigo que mora na Barão da Torre me ligou de tarde. Tínhamos combinado cinema no Estação Ipanema.
— Olha, acho que não vai dar para chegarmos a tempo.
— Ué, por quê?
— Você não está ouvindo o tiroteio da tua casa?
Ele levou o telefone para a janela. Parecia queima de fogos de Ano Novo. Mas, como moro atrás do Cantagalo, o paredão de pedra que dá para a Lagoa isola o barulho. Desistimos: quando tem tiroteio, engarrafa tudo. Assim que ele desligou, aliás, um segundo amigo que estava passando pela área me ligou do carro:
— Olha, se você tiver que sair de casa e pegar a Barão da Torre, esquece, porque está tendo um tiroteio e ficou tudo engarrafado.
Na cobertura do Gravatá, na Praça General Osório, que realmente fica pertíssimo do Cantagalo, os tiroteios são, freqüentemente, a trilha sonora da conversa.

Mamãe mora num apartamentinho antigo e aconchegante na Barão de Macaúbas. Esta é uma pequena rua de Botafogo, muito arborizada, cheia de prédios baixos e amáveis, e que sai de uma praça na São Clemente. A rua vive fechada pelas balizas que os meninos da vizinhança improvisam com pedras ou tocos para jogar futebol. Seria um oásis urbano se não fosse, por acaso, um dos acessos para o Dona Marta. Às vezes, a coisa fica feia. Mas o apartamento da Mamãe está, felizmente, fora da linha de tiro, de modo que a gente não chega a se preocupar muito.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Crash - no Limite

Por Contardo Calligaris
Seis anos atrás, um filme prodigioso, "Magnólia", de Paul Thomas Anderson, produziu em mim um efeito parecido. Quem assistiu a "Magnólia" deve se lembrar do momento em que todos os personagens, separada e simultaneamente (cada um em seu lugar trágico), cantam uma mesma música, que é uma espécie de hino ao caráter inelutável da vida: "...and it is not going to stop, till you wisen up..." (e não vai parar até que você crie juízo). É um exemplo perfeito da "alegria" melancólica que é fruto da aceitação do mundo como ele é. Pois bem, está em pré-estréia em São Paulo "Crash - No Limite". É o primeiro filme de Paul Haggis, que foi roteirista de "Menina de Ouro". Quando o filme saiu nos Estados Unidos, no ano passado, a crítica (elogiosa) salientou a apresentação brutal da difícil convivência de etnias diferentes na sociedade americana. De fato, o filme é um soco no estômago de quem acredita nos efeitos lenitivos do politicamente correto: latinos, negros, brancos e orientais se agridem e se insultam pelas ruas de Los Angeles. Parece fracassar a esperança (americana e, em geral, iluminista) de um caldeirão em que as diferenças étnicas, culturais e sociais seriam quase irrelevantes e prevaleceria o sentimento de pertencermos todos à mesma espécie. Mas dizer que o filme de Haggis mostra a morte do sonho moderno da convivência dos diferentes seria, no mínimo, ingênuo. Ao contrário, o milagre de "Crash" (choque ou batida) é que, no filme, a feiúra e a loucura do cotidiano, assim como o próprio choque das diferenças, nos aparecem como provas de nossa humanidade comum. Pensando bem, aliás, a única versão possível do sonho moderno talvez seja esta: não a paz e o respeito recíproco, mas a descoberta de um lote de misérias e incertezas que enxergamos nos outros porque, no fundo, são sempre parecidas com as da gente. O sonho moderno não se realiza numa fanfarra de nobres idéias compartilhadas, mas na ternura de nosso olhar diante da imperfeição do mundo, ou seja, de todos nós. Um policial abusa de sua autoridade para enfiar a mão entre as pernas de uma mulher na hora de revistá-la; o mesmo policial pode arriscar a vida para salvar a dita mulher do fogo. Um jovem bem intencionado é horrorizado pelo preconceito racial, mas (reflexo de defesa) é o primeiro a atirar num negro que enfia a mão no bolso. Um assaltante de carros pode atropelar um chinês mas pode também soltar um carregamento inteiro de imigrantes ilegais fadados ao trabalho escravo. A arrogância de uma dama de classe "A" acaba quando ela cai na escada de casa e o único abraço que ela encontra é o de sua empregada. A arrogância de um guardião da lei acaba quando ele assiste o pai doente no meio da noite. E por aí vai. Isto é, lá vamos nós: meio heróis, meio pilantras, capazes do pior e do melhor. Assim é a vida, no tom certo. Não perca "Crash - No Limite" sob nenhum pretexto.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Lyrics

"Wake Up"
Arcade Fire
Somethin' - filled up - my heart - with nothin' - someone - told me
not to cry. - but now that - i'm older - my heart's - colder - and i
can - see that it's a lie.
children - wake up - hold your - mistake up - before they - turn the
summer into dust. - if the children - don't grow up - our bodies get
bigger. but - our hearts get torn up - we're just - a million little
gods causing rain storms - turning every good thing to rust. - i guess
we'll just have to adjust.
with my lighning bolts a-glowin' i can see where i am going to be when
the reaper he reaches and touches my hand.
with my lighning bolts a-glowin' i can see where i am goin'.
better look out below!

terça-feira, outubro 11, 2005

Querido Diário

Ontem não havia nada de bom na tv, mas fiquei zapeando até perder a paciência e mudar para o computador.Naveguei um pouco, mas decidi ir dormir.Tenho essa mania de adiar as coisas como se o amanhã sempre fosse estar lá. Bia dormiu comigo e acabei dormindo mal, pois ela se mexe muito e eu tenho o sono leve demais.Quando o sol nasceu, levantei para ligar o ventilador.Aproveitei para ir ao banheiro e abri logo a porta da cozinha para Rosário.Minha rua é muito barulhenta e estão fazendo uma reforma num prédio próximo.Os ônibus e vans passam toda hora. O pior são os caras gritando os destinos das vans.Às 8 horas, levantei sonolenta para fazer o café.Depois fui para o clube fazer minha musculação.Pensava no post da Denise sobre a Kylie Minogue.Resolvi não prestar atenção na música que estava tocando.Ainda bem que hoje eles não colocaram aquela fita com J Quest,Claudinho e Bochecha e Tim Maia.Nada contra esse último, mas ninguém aguenta mais essas mesmas músicas.Pensei em gravar uma fita que estimule as pessoas a fazer exercícios. Vamos ver, o que poderia colocar que agradasse gregos e troianos? Nitzerebb,front 242,Depeche Mode, Style Council.Vou tentar fazer uam compilação.Any suggestions?

segunda-feira, outubro 10, 2005

As Dores do Crescimento

Por Dulce Quental
Provas de amor são fundamentais. Carinhos diários, declarações explícitas. São como água, luz e sono. Precisamos de confirmação: somos amados ou não? Somos passíveis de sermos amados ou nos fecharemos como ostras incrustadas em pérolas perdidas no fundo do mar? Nem o escafandrista virá nos salvar quando a civilização submergir - como o Pinóquio do Inteligência Artificial, de Kubrick e Spielberg - ficaremos eternamente congelados à espera da estrela azul que nos dirá, o que precisaremos sempre ouvir: somos desejados e amados pela grande mãe terra.
E se isso não acontecer e provas de amor não chegarem? A cada dia minguaremos, cada vez mais tristes, até o dia em que, trancados em nós mesmos, adoeceremos, num oceano de incertezas sem fim. Pois assim funciona o sabotador. Pronto para atacar à sombra da primeira dúvida. Aquela idéia para uma nova canção? Desprezamos. Não é boa, o suficiente. O amigo que ligou pra conversar? Sob as lentes do nosso novo estado de humor, não é capaz de compreender o que estamos passando. Pois nos sentimos sozinhos, isolados e desimportantes à luz do mundo.
Na verdade o que aconteceu é que fomos feridos. A fonte vital que alimenta o nosso entusiasmo foi atingida. Enfraquecidos na nossa autoconfiança acreditamos no ouro dos tolos. Estamos à mercê do mundo e do que ele diz de nós. No momento não há nada a fazer. Só nos resta lamber as feridas e dar tempo ao tempo, pois um silêncio entre nós e o mundo há de se perpetuar por algumas semanas até que descubramos como nos reerguer de novo.
Mas como isso acontece? Por que não conseguimos nos proteger da agressão/omissão do mundo e das pessoas? Será que já não vivemos tempo suficiente para aprendermos o fundamental? Nem sempre as coisas saem do jeito que esperamos. Mesmo assim aprendemos a seguir em frente. Mas por que nem sempre funciona ? Por que às vezes nada funciona?
Dizem que certas doenças demoram anos pra se instalar dentro de nós. Elas trabalham em silencio, nas lacunas que nós não preenchemos. Como sujeira debaixo de um tapete que não limpamos. Até que um dia, como o monstro do lago Ness, atacam, nos surpreendendo com seu golpe mortal.
Tendo a achar que sofremos a vida inteira dos mesmos males. Nossos maiores medos estão sempre voltando a nos aterrorizar. Velhos medos com novas máscaras. Cabe a nós criarmos novas porções de cura, cada vez mais mágicas e rápidas a fim de desmascarar esse nosso vilão de estimação.
Precisamos aprender a gerar amor quando ele não vem de fora. Como artistas, somos processadores de vida, geradores de mudanças, agentes de transformação, dentro do mundo real, mas principalmente do mundo invisível. Somos magos, alquimistas, surfistas de idéias e sinais. Com nossas tintas e tijolos de papel erguemos catedrais onde antes só havia vazio. Até ficarem prontas, somente nós enxergamos, e talvez alguns aliados e amigos, que acreditam também que sonhos podem ser reais. Mas enquanto isso, somos os seres mais solitários do mundo.
Meio Dom Quixotes e Sanchos Panças, trabalhamos com nossos moinhos de vento, contando formigas e fuxicando caixinhas de recordações. Como crianças na Terra do Nunca reaprendemos a nos desprender e a brincar. Pois esse é o nosso oficio: guardar a inocência do mundo. Mas como curar uma ferida profunda? Parece que quanto mais olhamos pra ela, maior fica. Descobri muito recentemente que dar amor, atenção e carinho para alguém próximo, ou mesmo desconhecido, é um meio de cura muito eficaz. Talvez agora eu possa entender a vocação de certas pessoas que passam a vida em seus consultórios escutando a dor alheia. Só quem foi ferido profundamente pode curar alguém. A compaixão é um sentimento que gera um bem estar para todos os envolvidos.
Ajudar alguém é ajudar a si próprio através do outro. Pois não somos tão diferentes assim. Estamos todos sob o mesmo abandono universal, sob o mesmo fogo cruzado, sob a mira da mesma bala perdida ou do mesmo homem-bomba. Podemos explodir a qualquer momento. Podemos ser assaltados, roubados, traídos, excluídos e porque não também amados. Mas para tanto e tal precisamos correr riscos. E correr riscos muitas vezes significa estar vulnerável, inclusive para experiências ruins. Pois não há como estar aberto para a vida sem que não sejamos atingidos por ela.
Ser atingido muitas vezes é ser mal interpretado. Ser subestimado. Ser julgado e condenado. Mas e daí. Esse é o preço de quem ama a liberdade. Nietzche dizia que "quem ama o abismo precisa ter asas". O nosso problema é que saltamos quase sempre sem rede de proteção. "Salte e a rede aparecerá", "a providência age com quem tem coragem", dizia Goethe, "pois a coragem possui algo de genialidade intrínseca".
Nem sempre. Às vezes um charuto é apenas um charuto e nada mais. Não há interpretações. Nem compensações. Só conseqüência. Fatos e fins. E assim quebramos a cara, perdemos as apostas e ganhamos mechas brancas de maturidade.
"Naquela manhã Suzan não viu a cara do sol. Se tivesse saído para dar um dos seus passeios matinais talvez tivesse descoberto uma mina de ouro há poucos metros do banco onde costuma se sentar. Sir Eduard e seu cão passeavam...". E assim passou a vida de Suzan, que nunca se casou, nem conheceu o "amor maior".
Fincar bandeiras solitárias em áreas de risco. Um trabalho de resistência humana. Ser capaz de morrer por uma idéia. Ser capaz de abrir mão de confortos burgueses. Aprender a viver com pouco. Somente o essencial. Precisamos de uma nova ideologia para o caos das relações nos dias de hoje.
"Se tudo caiu, que tudo caia", me lembro bem dessa letra do Antonio Cícero, cantada pela Marina. Está na hora de juntar os caquinhos. Restos de esperança. Pitadas de boa vontade. Muito descanso e carinho de quem vale de verdade. As palavras com sua alegria voltarão quando você menos esperar. Como um dia de sol depois da chuva. Você vai acordar e dizer: "Foi só uma gripe, hoje estou me sentindo ótima!"
Dulce Quental é cantora e letrista.

domingo, outubro 02, 2005

Ser mãe é padecer no paraíso...

Depois de mais de uma semana de chuva, o sol brilhou na sexta-feira e o sábado também amanheceu ensolarado.Mas não deu para aproveitar.Até tinha sido chamada pra um churrasco na casa de amigos,entretanto Bia acordou indisposta, com sintomas de uma gripe e logo estava com febre.Lá fui eu à farmácia, ao supermercado, me dividindo entre a cozinha e o quarto.À noite a febre chegou aos 39°.Hoje pensei que ela fosse acordar um pouco melhor.Não quis tomar a vitamina e nem o pão que preparei.Fiz uma sopa de legumes para o almoço, mas ela não quis comer e ainda derramou o suco na sala.A febre voltou, ela adormeceu, acordou e correu para o banheiro para vomitar.Lá vou eu limpar tudo.Ela agora está dormindo, o céu está nublado e estou cansada.Realmente devia ter feito medicina ou enfermagem, sei lá.Nunca fui de estudar muito.

sábado, setembro 24, 2005

sexta-feira, setembro 23, 2005

Do you believe in God?
Estamos procurando uma nova escola para Bia.Como vamos nos mudar para o Rio no ano que vem e pensamos morar em Copacabana, a primeira opção foi o colégio Sagrado Coração de Maria. Bia falou que não quer estudar em um colégio católico.Nós a batizamos, não sei bem porquê, já que nem eu ou meu marido seguimos qualquer religião, mas fomos batizados.Claro que ela era muito pequena para saber o que estava se passando.Ela nunca assistiu nenhuma missa,embora já tenhamos entrado em várias igrejas.Nunca me preocupei em ensinar religião para ela, então creio que é normal essa falta de curiosidade pelo assunto. Quando minha mãe ou minha tia tentou ensinar algumas orações para ela, Bia não quis nem saber, ficou até mesmo aborrecida com o assunto.Algumas amigas da escola estão fazendo catequese, para se preparar para primeira comunhão e ela disse que "isso é besteira".Normalmente as crianças se mostram crédulas nesses assuntos e só mais tarde ficam céticas, como eu.Então como vou querer que minha filha acredite em algo que não acredito? Só me espanta um pouco, ela tão nova, já ter essa convicção.
Como dizia John Lennon, God is a concept by which we measure our pain.O homem inventou Deus para suportar o fardo de sua existência sem propósito.

quarta-feira, setembro 14, 2005


Olhando as fotos da viagem, percebo que poderíamos ter tirado muitas mais.
Chegamos à Bariloche no sábado, dia 03, por volta do meio-dia.O vôo estava lotado e ficamos na última fileira do avião, não tinha nem janela!Ficamos hospedados no centro, numa hosteria chamada Casita Suiza, bem simpática. Tinha internet de graça,tv à cabo e secador de cabelo.Como estávamos com fome, fomos almoçar numa trattoria italiana chamada Familia Bianchi.Cada um, escolheu sua massa e tomamos um garrafa de vinho tinto.Curioso é que nunca tinha suco de uva, era sempre laranja, então Bia teve que tomar água a viagem inteira.Depois do almoço, acho que acabamos perdendo tempo.Já deviamos ter saído para fazer algum passeio, pois ainda tinha sol.Passeamos pelo Lago Nahuel Huapi, fomos até o Puerto San Carlos ver o pessoal patinando num pequeno rinque de patinação.Tiramos mais algumas fotos no Centro Cívico, onde estavam os cães da raça São Bernardo.2 pesos para tirar uma foto.Compramos chocolate na Fenoglio na movimentada rua Bartolome Mitre. Decidimos marcar a primeira excursão para o dia seguinte: Cerro Tronador.Estava chuviscando, um frio de 4°C. Alugamos roupa,luvas e botas para a neve.Fomos dormir cedo. No domingo de manhã, o micro ônibus e a nossa guia - muito sorridente e cordial - veio nos apanhar às 9h.O Cerro Tronador fica à apenas 85km do centro, mas o passeio dura o dia inteiro porque vamos devagar e paramos várias vezes. Para pagar o pedágio, para vermos as trutas no lago - e claro que tinha um pequeno café vendendo chá de rosa mosqueta e outras coisinhas - e mais à frente, o mirador do Lago Mascardi, mencionado no post abaixo.Então já está na hora do almoço e paramos num pequeno restaurante de um camping.Acabei pedindo um Choripan que tomei com una copa de tinto, por supuesto. Finalmente chegamos bem próximo ao Cerro Tronador. Tivemos que descer um pouco antes, pois o micro ônibus não subia, e seguir à pé.Nem estava tão frio e estávamos ansiosos para pisar na neve.Call me a fool but it was awesome.It's such a beautiful place. Brincamos na neve feito crianças.Eu e Bia jogamos bola de neve uma na outra.Mas é difícil fazer um boneco de neve.Quando nos demos conta, já estava na hora de voltar. De volta para a cidade, jantamos no restaurante Familia Weiss. E por hoje é só, porque me cansei.

Essa foto não faz jus à beleza do lugar.Foi tirada do mirador Lago mascardi, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi na excursão que fizemos para o Cerro Tronador. Uma paisagem deslumbrante que transmite muita paz e tranquilidade, como dá para preceber pela serenidade do lago.

terça-feira, setembro 13, 2005

Viagem à Argentina




Fotos tiradas em Bariloche: cerro Tronador, Cerro Catedral, Parque Nacional Nahuel Huapi.

domingo, agosto 28, 2005

Assim falou Martha Medeiros:
Seja através de clichês cinematográficos ou de prosa da mais alta qualidade, a verdade universal é que só o amor nos humaniza de fato. Pode-se gostar ou não desta idéia, ela pode ser claustrofóbica para uns e libertária para outros, mas o mundo dá voltas e voltas e chega sempre neste ponto, o de que o amor é mais importante que o dinheiro, que o sexo, que a beleza, ainda que tudo isso seja ótimo também. Mesmo com uma vida recheada de acontecimentos, se estivermos ocos, não veremos muita graça em nada. Poderemos até parecer independentes, inteligentes, modernos, sofisticados... mas só o amor responde às nossas indagações — indagações que podem também ser divertidas, inspiradoras... mas ainda irrespondíveis sem amor. Sem amor, neca. Sem amor, babaus. Sem amor, o resto é consolo.
Vale amor por um cachorro, por um projeto, por si mesmo? Prefiro acreditar que sim, que o amor sem conotação romântica também pode justificar uma existência, que ele pode tornar uma pessoa, senão plena, ao menos leve e alegre, sem necessidade de buscas intermináveis. Mas não é isso que nos dizem livros, filmes, músicas, poemas. Se não amamos alguém, é uma vida vivida sem integralidade. Pode até ser uma vida boa, mas não uma vida que valha a pena ser contada.
Diante desta sentença, fazer o quê: é ele que desejamos, é por ele que procuramos, é nele que queremos tropeçar, nem que seja aos 90 anos, nem que seja quando estivermos secos depois de fazer tanta burrada, nem que seja para durar três dias, nem que seja para nos fazer sofrer, nem que nos arrebentemos, como tantos se arrebentam em seu nome. Diz o personagem de García Márquez, torturado pelo amor: “Não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego”. Quem mais nos colocaria assim de joelhos? Sem amor, nos resta a paz. Porém uma paz sem gosto.

sábado, agosto 27, 2005

The United States of Leland (2003)
Director: Matthew Ryan Hoge
Cast: Ryan Gosling, Kevin Spacey, Don Cheadle, Chris Klein, Jena Malone, Lena Olin, Michelle Williams, Martin Donovan.
Leland: This one is something a friend of mine said to me. "You have to believe that life is more than the sum of its parts, kiddo." I remember it right now to the "kiddo" part. But when I think about what she said, the same thing always comes into my head. What if you can't put the pieces together in the first place?
I think there are two ways you can see the world. You either see the sadness that's behind everything or you choose to keep it all out.
Maybe it makes sense now. Maybe somewhere in all of this there's a reason. Maybe somewhere in all of this there's a why. Maybe somewhere there's that thing that lets you tie it all up with a neat bow and bury it in the backyard. But nothing, not getting angry, not prayers, and not tears, nothing can make something that happened unhappen.

segunda-feira, agosto 22, 2005

Querido amigo
Faz algum tempo que não recebo notícias suas, por isso e também por uma grande necessidade de desabafar, te escrevo hoje.Venho sentindo uma enorme angústia no peito, às vezes parece que vou sufocar ou cair no choro. Às vezes, tenho vontade de chutar tudo que está ao meu alcance. Estarei perdendo a razão? Ainda não, pois consigo cumprimentar as pessoas nas ruas e seguir a rotina, mecânicamente. Mas por dentro, alguma coisa morreu ou está adormecida, não sei bem. Me impressiona como qualquer coisa me irrita nesses dias. Tudo é demais. O sol forte, a buzina dos carros,o som vindo da tv... a comida não desce bem. Sabe quando você chega numa encruzilhada e não consegue decidir que rumo tomar? Assim tem sido minha vida e parece que me coloquei numa situação da qual não consigo sair.Estou cansada de brigas, acho que conseguiria viver sem amor mas não sob eterno conflito.
Foi bom entrar no carro e pegar a estrada, somente eu e Bia. Deu uma certa sensação de liberdade que não durou. Logo estávamos no Rio e de novo aquela sensação estranha de que algo está errado. O comportamento de Bia por vezes também me espanta.Tudo isso deve está refletindo nela.Sim, com toda certeza. I surely need some advice. Não estou te contando tudo aqui mas minha cabeça não anda muito boa. Um abraço!