segunda-feira, abril 25, 2005

Como fazer e como baixar podcasts
PARA BAIXAR: A boa notícia é que qualquer tocador de música digital pode baixar podcasts, desde que, claro, seja compatível com arquivos MP3. Na interface com a internet, será necessário assinar também um serviço de leitura de podcast, como o iPodder , que também é capaz de entender RSS e funciona tanto em Windows quanto em Mac ou Linux. Quem quiser também pode instalar o iTunes , da Apple, que também “traduz” podcasts e está disponível para Macintosh e Windows. Depois, basta adicionar a URL do conteúdo que deseja baixar no iPodder e marcar horário (através da opção Schedule). Para ter acesso a todo tipo de conteúdo, vale passar com freqüência pelo diretório de sua ferramenta que agrega podcasts, seja ela iPodder ou iTunes ou outra qualquer. É que elas listam conteúdos conforme seus administradores sejam avisados pelos autores. Outra opção para buscar podcasts é o Podfeeder — disponível em . É gratuito. Quem quiser ouvir podcasts usando o Windows Media Player precisa baixar o plug-in Doppler, em . Também freeware. Para baixar os programas para o Player, é só sincronizá-lo com o PC e transferir normalmente os arquivos em MP3. PARA FAZER: Basta um micro legal, um microfone na mão, vocação para falar, um programa que converta arquivos para MP3 e, claro, um servidor onde pendurar os arquivos. Qualquer programa pode ser usado para mixar o som. Mas vale lembrar que se este não for de boa qualidade, ninguém vai querer baixar. Depois de criar um arquivo de áudio, o podcaster adiciona um hiperlink de RSS. O último passo é inscrever em um agregador de podcasts ( EM ).
Eva decidiu gravar um podcast em casa, usando um programa chamado Cubase. Tendo um microfone em mãos, “mandou ver”, como diz. Gravou o programa de rádio no micro, passou para MP3 e ofereceu em seu site de graça para quem quiser ouvir. Para garantir audiência, Eva recorreu ao site oficial dos podcasters do mundo: o Ipodder para que veiculassem o programa/canal através do diretório geral do Ipodder, espécie de programa organizador/agregador de podcasts.
Tanto sucesso pode ser creditado a algumas características que fazem toda a diferença: Podcast é um rádio que não é ao vivo, qualquer um pode fazer e, melhor, todos podem ouvir, já que o alcance é o mesmo oferecido pela rede mundial de computadores.

terça-feira, abril 12, 2005

Essa nova banda nem lançou seu primeiro disco e já está dando o que falar: Editors
The timeless ‘Bullets’, by Birmingham’s Editors, sounds like it was recorded in the past (probably about 1979) yet also sounds thoroughly 21st century.
Editors join the love-as-a-disease metaphor to a big important sounding production with lots of heart rending chiming guitars. ‘Bullets’ sounds like it can only be played by earnest looking men in big raincoats a la Echo & The Bunnymen at their finest yet retains a classic pop suss.
Mention must also be made of ‘You Are Fading’, a flag waving, mini epic that lyrically says absolutely nothing at all yet musically sounds fucking fantastic. Plus, and I do hope one of the ‘Match Of The Day’ producers are reading this, ‘You Are Fading’ would sound great set to football.
Also, it’s telling that Editors have chosen a relaunched Kitchenware as their home. This Newcastle based label was for a time during the 80s seen as a benchmark of quality being home to at one time or another Fatima Mansions, Martin Stephenson And The Daintees, and, er, Prefab Sprout. There’s no reason why Editors can’t put Kitchenware, and indeed themselves, firmly back on the musical map.(Drowned in Sound)
Okay, let's get it out of the way first. Editors singer Tom Smith has a baritone voice and will thus be compared to Paul Banks or, if he's very lucky, Ian Curtis. Their music is gloomy, romantic and urgent, making comparisons with either singer's respective band inevitable.
But it doesn't matter who you sound like as long as you're good, and here is their second great single. Following on from the success of 'Bullets', a spine-chilling guitar riff introduces 'Munich' to the world. Smith's lyrics are just as foreboding. "I'm so glad I found this" he claims, but you get the feeling he might be lying.
"It breaks when you force it / it breaks if you don't try" he ponders a little later, seemingly recommending a compromise between the two extremes. There's nothing middle of the road about this song, though; to my ears it's one of the best 2005 has offered thus far. Editors: Bullets
Birmingham’s Editors have been compared to Echo & The Bunnymen or - sigh, how obvious? - Joy Division. Don’t be fooled. Sure, Editors have their earnest side but these are not gloomy men moping about in long coats. No sir.
Just check out the awesome ‘You Are Fading’, the B-side to brilliant recent single ‘Bullets’. This song - a B-side let's not forget - says it all about Editors, namely that they’re a supremely confident band capable of writing songs stuffed full of ambition, hope, and romance. That said songs sound fantastic too seems merely an afterthought.
Not only that but anyone who supports Nottingham Forest – that would be guitarist Chris Urbanowicz then – must have a sense of humour!
DiS caught up with the Forest-flag waving guitarist via the interweb to have a chat about those Joy Division comparisons, why Editors chose to work with Elbow’s Guy Garvey - and indeed UNKLE producer Jim Abbiss, - what we can expect from forthcoming single ‘Munich’, and how crisps and fizzy orange are the perfect tonic for good health.
How did Editors get together?
We were all on the same course at University. Ed and myself lived together in halls and the other two joined us for the the last two years. That makes about four years living together.
How would you describe your new single 'Munich'? What's it all about? Have you ever been to Munich?
Lyrically, ‘Munich’ suggests a fragility in people. We generally like to theme a song and let the listener take it where they feel it should go.
As a song, it's easier to stomach than Bullets which was very angular and a bit difficult. It was one of the first songs we did that had a proper groove and it really helped mould our sound. We recorded it at Christmas time and are really happy with the version we're putting out even though its slightly structurally different to its live moniker.
I've never been to Munich. Obviously, we wanted to do the video there so we could get a free holiday but surprisingly we weren't allowed. Bastards.

domingo, abril 03, 2005

"Sin City" revoluciona adaptação de HQs
SÉRGIO DÁVILA
da Folha de S. Paulo, na Califórnia
"Sin City" é um marco. A cada punhado de anos, Hollywood produz um filme-marco, que influenciará os próximos títulos do gênero e será imitado à exaustão. Para ficar apenas nas décadas recentes, "Guerra nas Estrelas" inventou o blockbuster de verão baseado em efeitos especiais, "Blade Runner" mudou a ficção científica, "Pulp Fiction" reinventou a estrutura do roteiro, "A Bruxa de Blair" redefiniu o conceito de terror e "Matrix" juntou tudo isso e foi além. Agora, é a vez de "Sin City", que estréia nesta sexta nos EUA e chega em maio ao Brasil.
O filme, baseado em três episódios da série de graphic novel homônima, de autoria de Frank Miller, revoluciona a maneira como histórias em quadrinhos são adaptadas para as telas. De "Batman" (1989) a "Spider-Man 2" (2004), o que houve até agora foi um avanço no uso dos efeitos especiais a serviço do cinema. "Sin City" muda a linguagem. Seu trajeto, do primeiro quadrinho, desenhado no início dos anos 90, à obra pronta, mostrada a jornalistas do mundo todo no último domingo, vale a pena ser recontado.
Desde que juntou um bando de amigos, recolheu US$ 7 mil e fez "El Mariachi", em 1993, o texano Robert Rodriguez pensava em adaptar "Sin City" para o cinema. Ele não estava sozinho: se Will Eisner (1917-2005) inventou o conceito de "graphic novel" (linguagem cinematográfica aplicada à narração em quadrinhos) em 1978, com seu "Contrato com Deus", Frank Miller, 48, o levou às últimas conseqüências e virou objeto de cobiça dos estúdios.
Primeiro, ao tornar Batman de novo um super-herói, com a série "O Cavaleiro das Trevas", de 1986, que enterrou de vez o aspecto ridículo que tinha colado no personagem pela telessérie cômica dos anos 60. Segundo, por esta série de histórias que se passam numa cidade fictícia, que leva o slogan oficial de Las Vegas ("sin city", cidade do pecado), tem como nome completo Basin City (cidade do buraco), mas se parece muito com Manhattan, São Paulo e outras megaconcentrações urbanas.
O tempo é hoje, embora o clima seja dos romances e filmes noir dos anos 30 e 40, com seus "tiras", governantes e líderes religiosos corruptos, femmes fatales de coração mole e detetives particulares com ética inabalável. E violência, muita violência, decalitros de sangue, quilômetros de membros decepados, quilos de balas.
No dia do encontro com Miller, num bar, Rodriguez abriu seu laptop e falou: "Eu fiz isso". "Mas isso é literalmente minha HQ, quadro por quadro, como você conseguiu colocá-la em movimento?", espantou-se o autor. Nascia ali "Sin City", o filme.
Logo, os dois escolheram as três histórias que seriam adaptadas e como amarrá-las. Rodriguez fez questão de que Miller fosse co-diretor, o que o obrigou a se desligar do sindicato de diretores dos EUA, que proíbe tal prática. "Eu queria que ele estivesse lá para garantir que cada seqüência, cada cena, fosse fiel ao quadro que desenhou e que nunca perdêssemos este conceito de HQ em movimento", disse. Para complicar ainda mais a sua situação sindical, criou a categoria de "diretor especialmente convidado" para seu amigo Quentin Tarantino, que pilota uma das cenas mais violentas e cômicas do longa.

sexta-feira, março 11, 2005

Deus e o Diabo em Los Angeles
Ricardo Calil
11.03.2005 | “Constantine", que estréia hoje no Brasil, é um objeto raro na Hollywood de hoje: um filme de ação com mais idéias do que efeitos especiais. Seu principal inconveniente talvez seja justamente ter idéias demais, o que por vezes atravanca sua narrativa. Mas antes pecar pelo excesso do que pela ausência, como ocorre com a maioria das produções americanas atuais.
Baseado no clássico das histórias em quadrinhos “Hellblazer”, de Alan Moore, “Constantine” passeia por diferentes gêneros (do thriller sobrenatural ao filme noir), abriga diversas referências (de “O Exorcista” à série James Bond), bebe em variadas fontes visuais (do pintor medieval Hieronymus Bosch a videoclipes contemporâneos). Mas o maior interesse de “Constantine” reside na sua visão original e sincrética da religiosidade. A idéia central do filme se baseia em um conceito católico bastante conhecido: os suicidas não podem ir para o céu. Mas também há algo de espiritismo, santeria e satanismo nas entrelinhas.
A produção provavelmente não irá agradar aos fãs de “Hellblazer”, mas deverá divertir bastante os não-iniciados. O filme tomou várias liberdades com o original. Para começar, o protagonista da HQ era inglês e loiro. E a história do câncer no pulmão foi inventada para que Hollywood conseguisse emplacar um protagonista viciado em nicotina (o que transforma “Constantine” na mais cara e sofisticada campanha antitabagista da história). Mas o filme manteve a visão amarga e irônica da religião, essencial para os quadrinhos. O anjo Gabriel (Tilda Swinton) é sexual e moralmente ambíguo, o diabo (Peter Stormare) é um sujeito afável que se veste todo de branco, e o personagem Papa Midnight (Djimon Hounsou) lembra muito um pai de santo.
Já o protagonista Constantine (muito bem defendido por Keanu Reeves) é um caso clássico de católico culpado e relutante, um anti-herói que busca a salvação não porque tem fé em Deus, mas apenas porque não lhe agrada o inferno.
O diretor Francis Lawrence às vezes se perde um pouco na sinuosidade da trama, mas consegue produzir um visual bastante sofisticado, em especial nas cenas do inferno, que lembram os quadros de Bosch. Em um caso incomum, os efeitos especiais ajudam a narrativa, em vez de substituí-la.
“Constantine” é ao mesmo tempo pop e erudito, confuso e inspirado, religioso e profano. É também a primeira grande surpresa do cinema hollywoodiano a chegar ao Brasil neste ano. Que venham outras.

quinta-feira, março 10, 2005

Razorlight - Somewhere Else
You're an emotional wreck
You don't know who you are
You never say what you mean
And you keep your mouth shut
And your night stays still
And then you come and call on me
You say I just can't help myself
I really, really wish I could be
Somewhere else than here
But now I just can't help myself
I really, really wish I could be
Somewhere else than here
You give me everything I need
But I really, really wish I could be
Somewhere else than here
Just anywhere else
Just anywere else than here...

quarta-feira, março 09, 2005

Achei que Meu Pai Fosse Deus: e Outras Histórias da Vida Americana
PAUL AUSTER
Esta é minha história, a história que conto para as pessoas quando as conheço bem. Estou com 23 anos agora; quando estas coisas aconteceram, eu tinha dezenove, quase vinte.
No final de meu segundo ano na faculdade, consegui um emprego de férias no serviço florestal da Califórnia. Não queria dirigir sozinha desde a Geórgia, então convenci Anna, minha melhor amiga há dez anos, a viajar comigo e depois voltar de avião. Nenhuma das duas já atravessara o país. Meu pai encheu o carro com quilos de equipamento de emergência para a estrada: um machado, um conjunto de ferramentas “faça-você-mesmo”, luzes de emergência que durariam até 36 horas, um macaco sofisticado, um galão de água, um cabide torto (caso o amortecedor caísse), um pequeno kit de primeiros socorros e um telefone celular que podia ser ligado no acendedor de cigarros. Ele passou várias noites acordado, pensando nas maneiras de nos proteger de tudo que pudesse acontecer na viagem.
Partimos no começo de junho, dirigindo depressa para sair do Sudeste. Começamos a relaxar quando chegamos às pradarias que margeiam as montanhas do Oeste e nos deleitamos atravessando os desertos do Sudoeste. Lembro de dirigir entre as formações douradas de arenito no calor e Anna pondo as palmas das mãos no pára-brisa e exclamando que parecia que segurava o brilho do sol nas mãos. Naquela noite, paramos numa minúscula cidade de Utah chamada Blanding. No hotel, examinamos nossa rota no mapa e decidimos que acordaríamos cedo, seguiríamos para o sul, na direção do Arizona, e que chegaríamos a Las Vegas na noite seguinte.
Partimos logo após o amanhecer, tomando a direção sul na Highway 81. Era uma estrada de pista simples e, assim que deixamos Blanding, não se via mais do que arbustos e colinas vermelhas distantes. Eu dirigia e Anna pilotava a câmera de vídeo. Pouco antes de desligarmos a câmera, observei como seria horrível sofrer um acidente de carro naquele lugar - o isolamento era palpável, a paisagem sem árvores parecia implacável. Eu ansiava por ver árvores novamente.
De repente, surgiu a figura de um homem diante de nós, no lado direito da estrada. Parecia ter emergido do acostamento baixo e sacudia os braços para nós.
“Meu Deus”, falei, pensando nas histórias que minha mãe via na televisão sobre mulheres atacadas nas estradas, “o que é isto?”
“Rachel”, disse Anna, com a mão na janela, “você está vendo o rosto dele? Está vendo aquele carro?”
Virei-me e olhei. Era a última coisa que eu gostaria de ver.
O rosto do homem estava um tanto coberto de sangue. Cerca de dez metros atrás dele havia um caminhão capotado e destruído na areia. Vi corpos espalhados pelos arbustos, alguns a mais de quinze metros da estrada.
Anna abaixou o vidro. O homem disse que houvera um acidente terrível e que precisavam de ajuda. Estacionei o carro e decidi correr o risco, enquanto Anna chamava a polícia pelo telefone celular. Eu notara uma placa pouco antes: estávamos a oito quilômetros da fronteira do Arizona. Anna perguntou ao homem quantas pessoas estavam lá. Escutei-a dizer ao minúsculo telefone: “Acho que são umas quinze pessoas”. Não havia mais ninguém por perto e nada à vista por quilômetros. Não havíamos visto nenhum outro carro desde que partíramos de Blanding. Depois que Anna desligou o telefone, éramos apenas nós e eles. O homem disse que se chamava Juan.
Os primeiros veículos de emergência chegariam quarenta minutos depois. No decorrer da manhã, viriam um a um, sempre ficando sem esparadrapo e maca e espaço para os corpos. Umas poucas pessoas parariam para ajudar. O acidente envolvia apenas um veículo, um caminhão coberto que transportava dezessete imigrantes mexicanos que haviam viajado toda a noite. Três deles morreram naquele dia e catorze sofreram ferimentos internos, lacerações e ossos quebrados.
Saí do carro e desci pelo acostamento, trêmula e levando a pouca água que tínhamos. Quando cheguei no terreno plano, uma garota da minha idade veio correndo na minha direção. Era a única mulher do grupo e saíra do lado de um rapaz que estava estendido de costas no chão. Havia sangue em seu rosto e sua boca e loucura em seus olhos. Falava em espanhol e pegou a água de mim. Seus longos cabelos negros flutuavam atrás dela. Segui-a até o rapaz e me ajoelhei ao seu lado, enquanto ela jogava água no rosto dele, sem parar de gritar algo em espanhol. Olhei em volta por um instante. Outros homens jaziam silenciosamente na areia, de barriga para baixo. A respiração do rapaz era entrecortada e difícil e algo me disse que estava todo quebrado por dentro. Corri até meu carro para pegar nossos suprimentos.
Quando peguei nosso kit de primeiros socorros, que era do tamanho de duas batatas assadas, comecei a rir. Abri o pacote e olhei para os pequenos pacotes de gaze e band-aid e fui tomada por um súbito sentimento de ódio por mim mesma. Imaginei-me escondendo-me sob o carro para esperar a chegada das ambulâncias. Esse momento pareceu durar, mas não poderia. Outro sentimento acorreu de outro lugar e tirou-me de mim mesma: tinha certeza de que voltaria lá e nada que visse poderia me fazer dar as costas.
Nas quatro horas seguintes, Anna e eu corremos de um corpo para o outro, usando Juan como intérprete, dizendo para ficarem imóveis ou perguntando se sentiam frio. Pegamos todas as toalhas e cobertores que eu trazia e os enfiamos sob os homens, que começavam a tremer de choque. Vimos muitas coisas medonhas. Enfiei a cara na areia para fazer contato visual e passei minhas mãos suavemente sobre costas e cabeças, dizendo em inglês o que eu esperava que fossem sons calmantes, sabendo instintivamente que, quando a gente se sente sozinho, é mais fácil decidir morrer.
Quando as ambulâncias chegaram, ajudamos os paramédicos a pôr os homens nas macas e ficamos com os homens que tinham de esperar no acostamento pela próxima viagem. Para um deles, era quase impossível respirar, seus olhos eram como bolas de vidro e sua boca estava coberta de sangue. Pus meu rosto logo acima do dele e friccionei suavemente seu peito, encorajando-o a continuar respirando.
O rapaz que estava quebrado morreu enquanto eu observava sua esposa de dezenove anos gritar e abrir seus lábios e gengivas, como se procurasse vida em sua boca. Fiquei sentada quieta por um momento, atordoada e paralisada. Quando compreendi que ele estava morto, corri para outro corpo silencioso com o rosto enfiado na areia.
Quando me abaixei para falar com um homem deitado no chão e cujo braço estava partido em dois, olhei adiante e vi o rosto vincado pelas rugas de um velho com longos cabelos grisalhos, a cabeça repousada na areia, os olhos vidrados em mim. Arrastei-me até ele e fechei seus olhos, peguei um lençol para cobri-lo, tentando fazer algo por ele para que não ficasse ali, morto e abandonado.
Um menino que fora jogado mais longe que os outros estava sendo amarrado numa maca pelos paramédicos. Falei com ele, dei-lhe um sorriso aberto e lhe garanti que ficaria bom! Seus olhos e sua boca estavam cheios de sangue, mas pareceu-me que me via e que sorriu de volta. Morreu depois no helicóptero que o levava para Grand Junction.
Quando todos os outros haviam sido levados, Anna e eu já estávamos apaixonadas por nosso intérprete, Juan. Tinha 27 anos, falava inglês perfeito e tinha a cabeça coberta por cabelos grossos e encaracolados. Enquanto uma paramédica navajo cuidava dele, com Anna e eu ao lado, disse que estava com vergonha por não cortar os cabelos há tanto tempo. Anna pegou a bagagem dele no caminhão capotado: um saco de supermercado com meias dentro. Juan tinha quatro ferimentos na cabeça e os cabelos grossos haviam ajudado a controlar o sangramento. Estava entrando em delírio quando finalmente o colocaram na ambulância. Quando percebeu que íamos nos separar, entrou em pânico e ergueu-se da maca na minha direção.
“Para onde vocês vão?”, perguntou, e tive de dizer que estávamos voltando para a estrada. Disse isso porque não sabia o que mais poderia fazer. Não podia segui-lo para o mundo do hospital. Já tivera minha dose. Estava pronta para voltar ao mundo da segurança, de sangue e ossos devidamente contidos dentro dos corpos, às árvores, ao conforto e à misericórdia.
“Não posso pagar vocês, mas Deus vai recompensá-las”, disse Juan.
O cheiro do homem ficou comigo, apesar de me lavar várias vezes. Podia senti-lo emanando de meus pulsos enquanto dirigia, o cheiro amargo de suor velho e pobreza. À noite, tivemos cãibras nos músculos das pernas, devido às horas de correria trêmula para cima e para baixo, e a areia que se misturou com meu suor ainda está grudada nas sandálias que eu usava naquele dia.
Chegamos a Las Vegas naquela noite, exaustas e abaladas. Chorei no telefone ao falar com meu pai, repetindo sem parar: “Foi horrível”. Foi a única vez que chorei por causa do acidente. Um ano depois, acordei suando frio no meio da noite com uma voz martelando dentro da minha cabeça a frase: “Você viu um homem morrer”.
O que fazer com isso? O que fazer com os eventos daquela manhã, engolidos pelo tempo enquanto nos afastávamos, coisas das quais não saberíamos mais nada: nenhuma menção no noticiário noturno, nenhuma notícia em nenhum jornal que tenhamos lido? Poderia muito bem ser um sonho que ambas tivemos.
O que você faz com uma história como esta? Não tem lição, não tem moral, quase não tem um fim. Você quer contá-la, ouvir ser contada, mas não sabe por quê.
Raquel Watson
Washington, D.C.

terça-feira, março 08, 2005

Late For the Sky
(Jackson Browne)
The words had all been spoken
And somehow the feeling still wasn’t right
And still we continued on through the night
Tracing our steps from the beginning
Until they vanished into the air
Trying to understand how our lives has led us there.
Looking hard into your eyes
There was nobody I’d ever known
Such an empty surprise to feel so alone.
Now for me some words come easy
But I know that they don’t mean that much
Compared with the things that are said when lovers touch
You never knew what I loved in you
I don’t know what you loved in me
Maybe the picture of somebody you were hoping I might be.
Awake again I can’t pretend and I know I’m alone
And close to the end of the feeling we’ve known.
How long have I been sleeping
How long have I been drifting alone through the night
How long have I been dreaming I could make it right
If I closed my eyes and tried with all my might
To be the one you need.
How long have I been running for that morning flight
Through the whispered promises and the changing light
Of the bed where we both lie
Late for the sky.

segunda-feira, março 07, 2005

Anjos e Demônios
Terminei de ler mais um livro de Dan Brown: Anjos e Demônios. Na verdade, essa é a primeira aventura do professor de arte e simbologista Robert Langdon. A estória dessa vez se passa no Vaticano, envolvendo o Papa, Cardeais, um antiga sociedade secreta chamada Illuminatus, um centro de pesquinas na Suiça (Cern) e anti-matéria. É interessante como ele mistura ficção e realidade, nos envolvendo em tramas fantásticas. Um livro que você começa a ler e não quer deixar de lado até terminar. Discover the secrets Também dá uma vontade de viajar pela Europa.Já estive em Roma, mas foi um passeio tão rápido que são poucas as recordações. O dia que visitamos a Capela Sistina, por exemplo. Era um dia de visitação livre, quer dizer, de graça. Imagine a quantidade de pessoas ali!

domingo, março 06, 2005

Sobre Lost _ Lúcio Ribeiro
A série tem o nome "Lost" e é sobre um grupo de pessoas abandonadas pelo destino numa ilha no Pacífico. Mas não se engane: o "lost" do título, o perdido, é o telespectador.
Ganha estréia de gala amanhã com duas horas de exibição e transmissão simultânea em dois canais da TV paga o seriado-bomba "Lost", que desde setembro do ano passado tem feito cerca de 20 milhões de americanos roerem a unha semanalmente.
"Lost" vai ao ar pela primeira vez no Sony e em seu canal de ação, o AXN, às 20h. Depois, segue pregando seus seguidores na poltrona somente no AXN, às segundas, sempre às 21h.
Filmada inteiramente no Havaí, a série foi criada, produzida e algumas vezes dirigida por J.J. Abrams, o realizador de "Alias". O espetáculo visual de "Lost" tem assinatura do colombiano Carlos Barbosa, festejado diretor de arte que fez seu nome construindo os cenários de "24 Horas" e "CSI: Miami", entre outras.
Grosso modo, "Lost" conta a saga de 48 pessoas que acabaram de sobreviver a um trágico acidente de avião, mas agora têm que enfrentar os mistérios de uma ilha sinistra. Uma forte turbulência tirou o Boeing de sua rota, atirou-o despedaçado à ilha e deixou os vivos incomunicáveis e desamparados. Não demora muito, todo mundo percebe (personagens e telespectadores) que o desastre de avião é "o de menos". A tal ilha, o mar lindo, as cachoeiras, a pinta de paraíso, tudo isso logo vai se transformar num sinistro cenário de "Além da Imaginação".
Imagine reunir os personagens de Mulder e Scully (pela proximidade com o bizarro), de "Arquivo X", alguns de "Twin Peaks" (pelo passado misterioso e suspeito), o visual de "Náufrago", algumas tensões sexuais. Isso é "Lost".
Dos 48 que sobreviveram à queda do avião, apavorantemente bem mostrada no episódio duplo de estréia, um núcleo de uns 12 personagens vai ser perseguido pelas câmeras deste verdadeiro "unreality show". E aí o melhor e o pior do ser humano vai aflorar.
O personagem principal é Jack (Matthew Fox, o irmão mais velho de "O Quinteto"), o médico que vai liderar primeiro o socorro imediato às vitimas do avião, depois a luta pela sobrevivência até que apareça ajuda. Se é que vai haver alguma.
Enquanto não há, os que restaram vivos vão enfrentar dois fantasmas: o do passado, hum, complicado, quando são mostrados os acontecimentos mal resolvidos que acompanharam cada um até a fila de embarque do fatídico avião; e o do futuro, hum, sinistro, por tudo o que a ilha estranha tem a oferecer.
"Lost" é viciante. Para cada mistério resolvido, outros dois aparecem para embaralhar a cabeça dos que acompanham o seriado.
Tanto que parte da platéia americana vai em disparada à internet assim que um episódio de "Lost" acaba. A correria é para especular quais das inúmeras "teorias" sobre o que está acontecendo na ilha podem ser verdadeiras. No melhor estilo "O Código Da Vinci".

Se fossem publicar um livro na linha "Decifrando "Lost'", algumas das "soluções" a serem colocadas em perspectiva seriam:
* todos morreram no acidente de avião, menos o médico Jack, e tudo o que acontece depois é delírio dele;
* ninguém sobreviveu ao acidente, e estão todos no Purgatório enfrentando o carma;
* os 48 vivos fazem parte de um experimento do governo para testar a sobrevivência humana (L.O.S.T. = Life Observation Survival Test);
* "Lost" é uma versão moderna de "A Ilha do Dr. Moreau" e o lugar é uma espécie de laboratório gigante para experimentos de cientistas;
ou estão todos dormindo no avião e sonhando.
"Lost" passa em TV aberta nos EUA (ABC) e atingiu o status de série mais vista na estréia, em horário nobre, nos últimos cinco anos. Mas não deve ter sido bem recebida pelas companhias aéreas americanas. Não é fácil mesmo embarcar depois de assistir a seus primeiros episódios.
E, não! Ainda não há resposta para o dinossauro e o urso polar que aparecem na ilha paradisíaca.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Wish List
31 canções, de Nick Hornby. Tradução de Lúcia Helena Schaefer de Brito. Editora Rocco.
Cinco separações mais memoráveis, cinco empregos ideais, cinco melhores filmes para a minha mãe, cinco melhores primeiras músicas de discos etc. Nick Hornby praticamente nos tornou dependentes de listas — de top five, principalmente — depois de seu maior sucesso: “Alta fidelidade”. Agora, em “31 canções”, ele nos apresenta suas músicas prediletas em uma lista que mais cedo ou mais tarde discutiremos em alguma mesa de bar — alterados ou não. Enfim, filosofia de botequim da melhor qualidade, por mais que você reconheça ou não alguma canção. A maioria, aliás, eu não conhecia. Mas o que importa é a verve e o bom humor de Hornby. Seus ensaios algumas vezes lembram fatos da vida associados a uma canção, outras vezes apenas dizem que aquela música é boa e pronto.
As 31 músicas:
1.Thunder Road: Bruce Springsteen;
2.Your Love is the Place That I Come From: Teenage Fanclub;
3. I'm Like a Bird: Nelly Furtado;
4. Heartbreaker: Led Zeppelin;
5. One Man Guy: Rufus Wainwright;
6. Samba Pa Ti: Santana;
7. Mama Been on My Mind: Rod Stewart;
8. Can You Please Crawl Out of Your Window? Bob Dylan;
9. Rain: The Beatles;
10. You Had Time: Ani DiFranco;
11. I've Had It: Aimee Mann;
12. Born For Me: Paul Westerberg;
13. Frankie Teardrop: Suicide;
14. Ain't That Enough: Teenage Fanclub;
15. First I Look at the Purse: J. Geils Band;
16. Smoke: Ben Folds Five;
17. A Minor Incident: Badly Drawn Boy;
18. Glorybound: The Bible;
19. Caravan: Van Morrison;
20. So I'll Run: Butch Hancock & Marce LaCouture;
21. Puff the Magic Dragon: Gregory Isaacs; 22. Reasons to be Cheerful, Part 3;
23. The Calvary Cross: Richard and Linda Thompson;
24. Late For the Sky: Jackson Browne;
25. Hey Self-Defeater: Mark Mulcahy;
26. Needle in a Haystack: The Velvelettes;
27. Let's Straighten it Out: O.V. Wright;
28. Royksopp's Night Out: Royksopp;
29. Frontier Psychiatrist: The Avalanches;
30. No Fun/Push It: Soulwax;
31. Pissing in a River: Patti Smith Group.
Bartleby e companhia, de Enrique Vila-Matas. Tradução de Maria Carolina de Araujo e Josely Vianna Baptista. Cosacnaify, 188 páginas. R$ 39
Para que serve a literatura? Por que escrever? Muitos escritores tiram, dessa dúvida, a energia de que necessitam para se dedicar a seus livros. “Eu escrevo para saber por que eu escrevo”, sintetizou, certa vez, Fernando Sabino. Mas para muitos outros, a pergunta, em vez de motor, se transforma em obstáculo. Em vez de estimulá-los, os leva justamente na direção do silêncio e do vazio.
“Bartleby e companhia” é um livro que fica a meio caminho entre a ficção, o ensaio, a reflexão pessoal. Com ele, o escritor catalão nos mostra, mais uma vez, que a literatura é tão viva e móvel quanto um bicho, que suas fronteiras são líquidas e instáveis, que sua identidade — exatamente como a nossa, a humana — é pura irregularidade e simples ficção.
Ao longo do livro, desfilam escritores e personagens que se deixaram impregnar pelo que Vila-Matas chama de “do Não”. O próprio “Bartleby e companhia” — um conjunto de notas dispersas para um livro que nunca foi escrito — é, na verdade, uma narrativa que se ergue sobre uma negação. Difuso e pouco visível, o narrador de Vila-Matas é, ele também, uma vítima da doença do Não. Ainda assim, com suas notas ao romance inexistente, ele nos mostra que “escrever que não se pode escrever também é escrever.
As desculpas que justificam essa imobilidade são variadas. Ele nos recorda, por exemplo, a história de Paranóico Pérez, personagem do jovem escritor Antonio de la Mota Ruiz, que nunca pôde escrever um livro porque, sempre que tinha uma idéia, o português José Saramago a escrevia antes dele. Ou do francês Gustave Flaubert, que passava longos períodos de asfixia literária, amparando-se na desculpa de que não escrevia porque estava à espera da inspiração — ou seja, não escrevia para poder escrever.
Através de seu Monsieur Teste, o francês Paul Valéry dizia que “quanto mais se escreve, menos se pensa”, e nesse caso, o não escrever se torna uma justificativa — um fundamento — do pensamento e uma maneira secreta de filosofar. Os americanos até hoje se intrigam com o silêncio enfezado de Salinger; assim como nós, brasileiros, nos atormentamos com a mudez de Raduan Nassar, um exemplar escritor do Não que escapou a Vila-Matas.
Nas fronteiras do sonho literário, não escrever se converte, desse modo, numa manifestação extrema da literatura, como a prostração que se sucede ao orgasmo. Será ela o fim, ou o apogeu do prazer? Transposta para a literatura, e imitando os sábios orientais, a mesma pergunta ficaria assim: não escrever é abdicar da literatura ou, ao contrário, é esgotá-la?
Existem aqueles, como o francês Georges Simenon — que em 61 anos de atividade literária publicou 190 romances sob pseudônimo, 193 assinados com seu nome, 25 obras autobiográficas e mais de mil contos — que, ao contrário, são verdadeiros anti-Bartleby. Em 1929, ele chegou a escrever 41 romances!
Ao contrário de Simenon, os Bartleby de Vila-Matas, tomados por uma pulsão negativa que os leva sempre a desconfiar das palavras, ou a topar com sua insuficiência, se deixam vencer pelo mal do Não. São sujeitos que, na verdade, aspiram às delícias da paralisia e, como discípulos de Oscar Wilde, poderiam dizer que seu ideal é “não fazer absolutamente nada, que é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil e a mais intelectual”.
Optar pelo Não traz, ao menos, uma vantagem: se não escrevem, como esses escritores podem ser criticados? Com essa opção pelo silêncio, conservam intactas suas reputações e sua paz. Nesse caso, o “desfalecimento da palavra e naufrágio do Eu”, como Vila-Matas descreve, se torna, no fim das contas, uma estratégia de salvação. Não fazer é sempre menos perigoso que fazer.
Autor de esplêndidos aforismos, o francês Joseph Joubert, que foi secretário de Chateaubriand, lutava, sem sucesso, para escrever um livro. Cobrado por seu patrão, que muito o admirava, ele assim sintetizou seu impasse: “Ainda não posso escrevê-lo, ainda não encontrei a fonte que procuro. E se encontro essa fonte, terei mais motivos ainda para não escrever”. Joubert, como tantos escritores do Não, se deixava imobilizar pela insuficiência das palavras. Ele faz parte de uma longa galeria de escritores massacrados por seus próprios ideais que, não suportando a fragilidade das ações humanas, preferem delas abdicar, e assim se sentem mais próximos da perfeição.
O que não deixa de ser uma maneira de dar uma solução à questão literária. Escritores, provavelmente, habitados pelos versos do poeta Dylan Thomas: “Alguma certeza deve existir,/ se não de amar, ao menos de não amar”.
Por JOSÉ CASTELLO, jornalista e escritor.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Idlewild - El Captain
By the harbour I harbor
The strangest memories
Older than I could ever be
Stranded in nostalgia
So tonight i'll try harder
But it's hard to fix this spotlight on me
In a cast that's taking places
I'm not sure of where I want to be
Stand up, stand up and stand out
Applaud El Captain
And jump up to cheers from the crowd
Stand up, stand up and stand out
And I hope you take your camera
To photograph my tears as they hit the ground

No one even listens
The same way that no one ever laughs
I'm taking the car out of the snow
I'm wondering where the summer went to
Circled by your secrets
I'm hoping that they don't include me
At least I'm in good company
Because there's no one else around except me
Stand up, stand up and stand out
Applaud el captain
Just to watch the world slow itself
Stand up, stand up and stand out
And I hope you took your camera
The silence makes the loudest sound

It seems far too easy to say the same things
I'll choose my own way to use my life up
And finally I found a new way to say the same things in imaginary ways
I use my life up

You were looking at pictures in the distance
Hoping to see the future
In your pictures of the distance
Hoping to see the future...

Spartan Posted by Hello
Ontem vi esse filme:
Spartan, novo trabalho de David Mamet, é mais um típico produto de seu fino atelier -que tem a vantagem de procurar ser também entretenimento. Os vôos da imaginação adestrada do diretor-roteirista propõem um jogo ao espectador que é pura diversão, do tipo mais refinado, que exige concentração, mas tem altas compensações no final da viagem.O protagonista é Scott (Val Kilmer), um duro oficial que trabalha em treinamento de pessoal no serviço secreto e também atende missões especiais. Neste momento, ele é convocado para uma empreitada especialíssima: descobrir o paradeiro de Laura Newton (Kristen Bell), filha maluquinha do presidente americano, que foi seqüestrada. Desde o começo, algo estranho parece estar acontecendo. Os próprios bastidores do serviço secreto, comandado por Burch (Ed O'Neill) e Stoddard (William H. Macy), não são exatamente um habitat muito saudável para ninguém, nem mesmo seus agentes.So, accompanied by a lone sidekick, Curtis (Derek Luke, de Pieces of April), he begins the investigation.
Um curiosidade: o ator Steven Culp - que é o marido da Desperate Housewife Bree - faz uma pequena participação no início do filme.

sábado, fevereiro 12, 2005

Love Steals Us From Loneliness
Idlewild
Every step takes a beat of your heart
Through a city that's falling apart
On a night that rises and clears
In a sky that's clouded by years
My anger is a form of madness
So I'd rather have hope than sadness
And you said something
You said something stupid like
Love steals us from loneliness
Happy birthday
Are you lonely yet?

I misplaced your face in the shape of a smile
On a night that could never surprise me
Don't tell me you're afraid of the past
It's only the future that didn't last
You're kidding yourself, kidding yourself
You're going nowhere and you're going there fast

And you said something
You said something stupid like
Love steals us from loneliness
Happy birthday
Are you lonely yet?

You said something
You said something stupid like
Love won't steal us from loneliness
Happy birthday

segunda-feira, janeiro 24, 2005


Ela não estava lindinha? Posted by Hello

O aniversário de Bia foi ontem e fizemos uma festinha numa casa nova de festas aqui em Macaé. Posted by Hello

domingo, novembro 14, 2004

quarta-feira, novembro 10, 2004

Aries ( 21 de março a 20 de abril )Regente: Marte Elemento: Fogo Signo oposto e complementar: Libra
O símbolo de Áries é o carneiro. Primeiro signo do elemento fogo, representa a impulsividade, iniciativa, ação, urgência, coragem, egoísmo, imediatismo. Áries é o combate, o uso da força e da iniciativa, a busca de auto-afirmação. A motivação ariana direciona-se para a ação decidida, “derrubando” os obstáculos. Signo de espontaneidade nas reações, que são imediatas. Áries primeiro age, para depois refletir.
Caracteristicas: independência, ação, coragem, pioneirismo, liderança, franqueza, auto-afirmação, força física, agressividade, teimosia, autoritarismo, egoísmo, rápido desinteresse.

O signo chinês de seu nascimento é Macaco
Nome Chinês .: HÓU
Nome Japonês .: SARU
Horas .: 15:00 às 17:00 horas
Direção .: oeste-sudoeste
Mês Favoravel .: fevereiro (verão)
Signo Zodiacal .: Leão
Elemento .: Metal
Polaridade .: Yang
Metais .: ouro
Pedras .: rubi
Erva .: cravo
Perfume .: sândalo
Cores .: amarelo, laranja e dourado
Flor .: girassol
Planta .: carvalho
Número da Sorte .: 1
Dia da Sorte .: domingo
Saúde .:
este signo rege os músculos e a região do quadril, inclusive a parte superior das coxa.
Defeitos .: o orgulho pode se tornar exagerado, magoando os outros, pois descamba para o menosprezo. Impulsivo, podendo apelar para a violência, quando provocado.
Caracteristicas .:
Dotado de uma generosidade extremada, o nativo do Macaco tem muita facilidade de perdoar e se adaptar a situações que, a princípio, poderiam lhe ser adversas. É justo e honrado em seus atos e relacionamentos, sendo extremamente jovial e bondoso, desde que não tentem dominá-lo ou prejudicá-lo de alguma forma. Nesses momentos, pode ceder ao impulso e explodir com facilidade, protestando veementemente. As injustiças e a injúrias cometidas contra ele não ficam sem resposta, mas a intuição o ajuda a se manter longe desse tipo de situação. Isso se deve ao fato de se guiar mais pela emoção do que pela razão. Sua personalidade cativante é a arma utilizada para alcançar o que deseja, pois sua popularidade faz com que as portas se abram com relativa facilidade. Excelente planejador, inspira confiança, mas sofre terrivelmente quando subordinado a alguém com um ritmo ou uma personalidade inferior à sua. O orgulho próprio é muito forte, podendo tender para a vaidade. Aprecia o conforto e as boas coisas da vida. Precisa de uma relação amorosa profunda e constante para se manter em harmonia. No sexo, é o signo que mais importância dá ao assunto, tornando-o imprescindível em sua vida. Quando se junta isso a sua personalidade magnética, entende-se porque é considerado um dos mais conquistadores e sedutores dos signos. Hábil em agradar, pode satisfazer os anseios de qualquer outros dos signos, dando-lhes, no aspecto sexual, tudo o que esperam receber.

quinta-feira, novembro 04, 2004


It's true! Posted by Hello
Estou indo para São Paulo. O Tim Festival me aguarda. See you next week!